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Em minha busca por respostas, tenho sido conduzido a perceber que devo buscar a essência, ou seja, o que é fundamental, aquilo que é inegociável e insubstituível.

Cada vez que sou levado a essa reflexão, percebo ainda que há um caminho muito longo para atingirmos a essência das coisas. A humanidade – eu, você, o vizinho, a comunidade, as pessoas – se afasta cada vez mais do que é realmente essencial, e, para tenta não se perder, cria “universos” cada vez mais complexos e alienantes, trazendo para todos, ao invés de uma imensa paz, um profundo anseio e vazio colossal.

Falei de “tentar não se perder”, e acho que é assim mesmo que estamos. Por muito complicar o caminho da vida, por muito tentar racionalizar o Mistério que nos ultrapassa a todos, nos afastamos do Caminho, e ficamos perdidos. Queremos chegar, mas não sabemos onde.

Voltemos à essência.

Acho que esse é o caminho. Aquilo que é essencial faz-nos novamente ser simples.  E não se engane: a simplicidade é algo terrivelmente desafiador e incrivelmente libertador, pois na simplicidade da essência somos impelidos a abandonar aquilo que achamos que nos dão sentido, sustento, seguranças, quando na verdade essas coisas nos fazem ficar pesados, cansados e aprisionados.

Poderíamos cair no erro de fazer uma lista destas coisas que nos enganam, mas acho que mesmo certos aspectos sendo frequentes em várias pessoas, alguns são bem particulares. Acho que o mais correto é termos como “régua de medida” o seguinte: se algo quer tenho me traz paz e bom, se me traz aflição é ruim. Ou poderíamos ainda dizer, “tudo aquilo que tenho medo de perder, me possui”, ou seja, essas coisas não são em nada simples ou essencial, devem ser denunciadas e “abandonadas”.

Não queria aqui ter como estranheza a palavra abandono. Não estou dizendo que devemos vender, doar todo o que conquistamos. O que devemos ter em nosso ser é que essas coisas são para que possamos servir a pessoas, e não que nós sejamos escravos dessas coisas. E se essa palavra servir, nos causa repulsa, é mais um sinal de que estamos aprisionados.

Habacuque fez uma das mais belas canções sobre o essencial quando disse, “ainda que a figueira não floresça, não haja fruto, nem terra e nem animais, eu ainda me alegrarei no Senhor, Deus meu”. Este homem viu o percebeu o essencial.

Que possamos da mesma forma perceber que o que há de mais belo em nós é o que temos de mais essencial: a vida, que é transbordante em nós quando desejamos profundamente entrar na dimensão daquele que é a própria Vida, isso é o essencial.

Que a Vida dEle flua em nós, fazendo com que eu perceba o essencial e comunique aos outros esta Vida Plena que Ele nos dá a cada manhã.

 

Voltemos à essência.

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