Nossa percepção de mundo e evangelho

Redes Sociais e Evangelho.

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“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” [João 1.14.a NVI]

E, andando junto do mar da Galiléia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejam pescadores de homens. E, deixando logo as suas redes, o seguiram.
Marcos 1:16-18 ARC

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:18-20 ARC

 

Perfil dos usuários brasileiros Provavelmente neste exato momento, antes mesmo de ter acabado de ler estes três textos bíblicos acima, você já trocou de tela e entrou em alguma de suas redes sociais. Hoje é inegável a força de comunicação, atração e alcance das redes sociais, blogs, vídeo-blogs e micro blogs.

Em Recente pesquisa feita pelo site Psycology Degree juntou dados de diversos estudos e desse apanhado pode traçar o perfil da “Psicologia das redes sociais”. Dentre alguns dados podemos destacar que:

– De cada oito pessoas em todo o mundo, uma está no Facebook.

– A cada cinco minutos na internet, um minuto é dedicado às redes sociais.

– A cada minuto, são feitas 694 mil atualizações no Facebook.

– A cada minuto, são criados 532 mil tuítes.

Dados do próprio Facebook, (Dezembro, 2012), revelam que 51% da população brasileira é usuária do serviço. Deste total, 75% são adolescentes e jovens (de 13 a 17 anos temos 13% dos usuários, contra 33% entre 18 a 24 anos e 29% entre usuários de 25 a 35 anos). Ou seja, temos uma nova forma de comunicação e relacionamento, com uma força e potencialidade (tanto para o bem quanto para o mal, mas isso é outro tema), inegável.

A partir desta nova realidade quero propor uma reflexão que acho bastante relevante para nossos dias. Enquanto jovens cristãos, estamos imersos nesta realidade de mundo hiperconectado e compartilhado. Nossa forma de expressão e comunicação certamente hoje se expande até o mundo digital e com isso nossa palavra pode alcançar lugares e pessoas que não conhecemos e ganhar proporções que nem imaginamos. Por isso cabe a análise das redes sociais como ferramentas do Reino. Será realmente possível, ou necessário, alcançar alguns de nossos amigos e amigas por meio das redes?

Para isso, quero propor uma reflexão, e formar assim, uma entrada neste tema que é necessário e urgente. Tento defender aqui, que há a necessidade de usarmos esta ferramenta para o “Ide” dado para todo homem e mulher que se torna seguidor do Cristo.

O anúncio do Reino é encarnado

Temos esquecido em nossos dias esta realidade tão significativa da mensagem de Jesus: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (João 1.14). Talvez por temer as implicações desta afirmação (ou por não entender, talvez). Mas, o evangelista João tinha completa certeza da necessidade desta afirmação, pois a mesma nos revela a profundidade da missão de Cristo e nos aponta um modelo de vida cristã que se relaciona com a realidade e assim, sinaliza o Reino de Deus.

A expressão “tornou-se carne” é a própria graça de Deus se revelando a nós através de Jesus. Mostra que Ele, por amor a nós, encarnou nossa realidade, ou seja, sofreu nossas dores e sabe de todos os nossos desafios, dificuldades e tentações. Como expressa de forma muito clara Don Everts, ele é o “Jesus de pés Sujos”. Assim, Jesus, completamente imerso em nossa realidade e decadência, mas completamente comprometido com o Pai, não se isola do povo, se revela a nós a ponto de vermos nEle o Pai. Cristo não foi totalmente santo no mundo porque viveu uma vida isolada, pelo contrário, Ele é santo, porque estava inserido e interagindo com a realidade de seus dias sem em nada pecar. Isso o torna verdadeiramente humano.

 

Há na encarnação de Cristo um desafio e modelo para nossa caminhada cristã.

Pessoas em Cristo são pessoas que compartilham a vidaNosso caminhar pelo mundo deve ser necessariamente encarnado na realidade em que vivemos. Faz-se fundamental entender a dor humana e o clamor de nosso tempo para que tenhamos, através do Espírito Santo, condições de contribuir para mudar a nossa realidade. Só poderemos dar respostas relevantes ao nosso tempo se pararmos de tentar propor – em alguns casos, quase que impor – fórmulas mágicas ou respostas de manual e nos colocar a ouvir as verdadeiras perguntas e dúvidas da nossa gente. Para isso, olhar para Cristo é fundamental, pois nEle, não vemos o isolamento, mas sim o comprometimento com a realidade humana.

  Desta forma, Cristo nos chama para sermos “pescadores de homens”, porque então não nos lançarmos às redes?

Usando as ferramentas de nosso tempo

Quando não nos isolamos do mundo podemos entender seus movimentos e momentos e então propor uma mensagem relevante e que realmente toca a realidade e a necessidades de homens e mulheres.

Ao lermos a passagem do chamado dos discípulos em Marcos 1.16-18, percebemos que Cristo chama pessoas que estão “inseridas na vida”. Aqueles homens estavam trabalhando, transpirando, envolvidos com sua realidade e humanidade. Não eram pessoas que estavam isoladas do mundo para que assim pudessem ser santas. Pelo contrário, eles pescavam. E foi a estes que Jesus chamou.

Fazendo este paralelo entre realidade vivida, “pescadores de peixe”, e nova possibilidade de viver e ser, “pescadores de homens”, quero propor a cada um de nós que já estamos nas “redes modernas”, com relacionamentos e contatos amplificados por uma imensa rede virtual de pessoas, a ouvirmos o chamado de Jesus: “Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens”.

Claro que para isso não precisamos encher nossa timeline de pregações ou mesmo ter opinião formada sobre todos os assuntos. Isso provavelmente afastaria muita gente de nós, e afastar pessoas não é uma marca do Evangelho de Cristo. Não quero propor aqui uma “missão na internet”, ou mostrar métodos e meios estratégicos para alcançar “os povos”. Acho isso bastante territorialista. Novamente relembro que a mensagem de Cristo é uma mensagem encarnada. Quando estamos em Cristo, inevitavelmente damos frutos, pois estamos ligados a Ele. Assim, no meu entender, nossa vida, relacionamentos, nossas postagens e comentários, estarão (se não estão devemos repensar nossa vida cristã) sempre sinalizando Cristo e sua mensagem de uma nova forma de viver e ser gente. Estaremos sempre apontando para nossos amigos e amigas, que nossa forma de viver no mundo só é possível, pois encontramos o Salvador.

Portanto ide!

         Releia novamente a frase acima: “Portanto ide”. Porque pedi esta releitura? Está claro para todos que esta é o envio da igreja (entenda aqui igreja como pessoas, eu e você) ao mundo. Ou seja, o ide está indivisivelmente ligado à presença no mundo. Só há o ide quando nos propomos realmente a ir de encontro a pessoas que estão distantes (mesmo que esse distante seja a um passo de nós ou a um clique de mouse).

Parece meio óbvio estas afirmações que acabamos de fazer não é? E porque vemos e percebemos o contrário?  Enquanto igreja e jovens cristãos, muito de nós ainda entendemos que proclamar o Evangelho de Boas Novas é o “vinde”. Assim assumimos propostas evangelísticas do tipo: “estamos aqui”, “podem ver o que estamos fazendo e o que está acontecendo na nossa igreja”. Porém, o desafio é outro: “como ouvirão se não há quem pregue?” (Romanos 10.14,15).

Vida cristã é sempre no ide de Jesus. É sempre uma proposta de caminhar junto. Por isso, após o ide, faz-se discípulos. Só faz discípulos quem caminha junto e compartilha a vida.

Se não estivermos dispostos a assumirmos o risco de percorrer o mundo não estaremos atendendo o chamado cristão de proclamar ao mundo a mensagem de Boas Novas trazidos por Jesus Cristo.

Por isso faz-se necessário estar onde as pessoas estão.

Sei que tudo isso que falamos ou apontamos é somente a porte de entrada sobre esse assunto tão novo e vasto. O que fica sinalizado é potencialidade do campo de missão e compartilhamento da mensagem do Reino através das mídias sociais. É inegável que temos muito a melhorar, muito e rever. Mais está lançado o desafio. Podemos sim usar nossas “contas” de twitter, facebook, blogs para falar de Jesus e sinalizar o que Ele fez e tem feito por nós e em nós.

 

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