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A Justa Injustiça De Deus

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Existem temas que são sempre muito polêmicos de serem discutidos, talvez por isso, sejam assuntos muitas vezes pouco discutidos, pois eles sempre trazem idéias muito divergentes e as pessoas acabam ao invés de discordar no campo das idéias, levam todo esse ímpeto de defender suas reflexões e certezas para o aspecto pessoal.

Dentro desses assuntos polêmicos e sempre complexos está a justiça de Deus.

Abro esse tema, pois durante esse mês escutei algumas perguntas bem profundas e frequentes: “Se um bebê morrer ele vai pro céu ou não?” “É justo que uma pessoa que pecou a vida toda e viveu longe de Deus, se arrependa na hora da morte e vá para o céu?”.

Não acho que sou capaz de responder essas perguntas com o aprofundamento teológico e bíblico que alguns de meus amigos e mestres poderiam fazer. Mas acho que se essas perguntas chegaram até os nossos ouvidos, Deus queria que falássemos o que conseguimos entender de Sua justiça.

Respondi primeiramente como costumo responder a temas polêmicos: “Isso é complicado”.

Porém tentei levá-los a uma reflexão do que eu entendo.

Tente responder a essas perguntas agora filho:

“É justo que eu e você entremos no céu?”

“Qual a diferença entre eu, você e aquele que chamamos de pecador?”

Acho que o primeiro aspecto que devemos destacar sobre a justiça de Deus é que não temos condições de entendê-la tomando como referencial “nossa justiça”, que é imperfeita e baseada em meritocracia. Deus nos justificou através da morte de Cristo e nos alcança através de Sua infinita misericórdia e graça. Como entender isso? Pela fé. Pois isso é milagre de Deus. Ele nos amou sendo nós ainda pecadores e nos recebe em amor infinito.

Logo, se fossemos tentar entender a justiça de Deus baseado em nosso entendimento de justiça, todos nós (eu, você, a prostituta, o bandido e até aquela irmãzinha que ora mais que todos na igreja) não entraríamos no céu.

O que podemos perceber e que a sabedoria de Deus é perfeita e somos incapazes de entender seus mistérios com nossa mente finita.

Na mesma linha é a justiça de Deus. Se Ele usasse nossos padrões de justiça (se é que podemos chamar a justiça que temos e praticamos de “padrão”), o mundo já teria sido consumido (e este é o desejo de muitos religiosos). Porém Cristo nos redime com Seu sangue, e Ele nos convida, a todos, para moramos nos céus.

Devemos louvar a Deus, pois aos nossos olhos, Ele é injusto com o pecador, ou seja, comigo, com você, a prostituta, o bandido e até aquela irmãzinha que ora mais que todos na igreja.

Vou me apropriar de um exemplo que sempre meu professor de Novo Testamento, Marcio Simão, usa sobre a justiça. Quando chegarmos aos céus devemos escutar os anjos cantando: “ Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos. Toda a terra está cheia de Sua Glória” e deveríamos responder: “Injusto, Injusto, Injusto é o Senhor dos Exércitos. Seu Sangue trouxe-nos até aqui”.

Acho que deveríamos refletir nisso. Ninguém é merecedor dessa graça.

Que possamos abrir nossos corações para receber dessa graça e misericórdia. Devemos então, compartilhar, sem nossos padrões de justiça, com todos. Pois a justiça de Deus alcança a todos, que ao olhar para Cruz, aceitam como seu Salvador, Jesus Cristo, Deus que se fez um de nós e morreu em nosso lugar para que pudéssemos ter vida.

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