Nossa percepção de mundo e evangelho

Neutralidade Impossível

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Neutralidade impossível

Mateus nos mostra no capítulo 12 uma constante oposição, um confronto entre os fariseus e Jesus em diferentes episódios. Os fariseus questionam Jesus sobre o sábado, pois Jesus e seus discípulos haviam entrado em uma lavoura de cereal para se alimentar (v. 1) e depois Jesus havia curado um homem de mão atrofiada (v. 10). Nessa ocasião os fariseus já começavam a conspirar para matar Jesus. Mateus então encerra este relato de oposição contra o Messias relatando a cura de um homem endemoninhado que era cego e mudo (v. 22) onde Jesus é confrontado dessa vez não somente pelos fariseus mais também pelo próprio povo que acompanhava seus sinais.

Notem que sempre a ênfase dos relatos não é para os milagres que Jesus operava. Os milagres no capítulo 12 são contados de forma bem rápida, sempre em um só verso. O que está bem claro neste capítulo é a idéia de oposição em meio à batalha entre o reino de Satanás e o Reino de Deus. Essa idéia nos leva então ao versículo tema de nossa exposição que é Mateus 12.30: “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha” (NVI).

Mateus constrói todo o cenário de guerra, oposição e confronto para nos mostrar claramente a mensagem de Jesus Cristo. Em nosso relacionamento com Cristo não pode haver neutralidade. Devemos assumir uma posição clara e firme em nosso testemunho diário de fé.

Desenvolveremos nossa mensagem falando do posicionamento do povo e dos fariseus em relação a Jesus e a Sua mensagem. O povo se colocava de maneira duvidosa. Os fariseus de forma contrária. Porém Jesus nos chama para um posicionamento firme de fé e de anúncio do Reino.

Como está seu posicionamento na fé? Você tem se mantido a distância? Tem se colocado como opositor a Sua obra? Ou tem assumido firmemente que está ao lado de Jesus?

Isso nos leva então a falar do primeiro tipo de distanciamento relatado na passagem de Mateus.

A INDIFERENÇA NOS SEPARA DE CRISTO (V. 23)

O capítulo 12 traz alguns milagres descritos, a fala ainda de uma série de outros milagres que Jesus havia realizado (v. 15). Jesus através de Sua mensagem e obra mostrava que já era chegado o Reino de Deus. Ele mesmo, o Messias, colocou-se na posição de servo e anunciou a justiça e esperança as nações.

Porém mesmo com todo esse claro testemunho de que Ele era o Messias que libertaria a todos da opressão, o povo continuava indiferente e distante. Mesmo com seus milagres e a justiça do Reino sendo pregada e levada aos oprimidos, o povo continuava a se manter neutro em relação a Jesus. Eles somente perguntavam entre si: “Não será este o Filho de Davi?” (v. 23). Note que o versículo destaca que “o povo ficou atônito”, tamanha a autoridade de Jesus contra as forças de Satanás, e mesmo assim o povo se mantinha indiferente.

Isso acontece constantemente em nossos dias também. Com pessoas bem próximas a nós. Muitos vêem o poder de Jesus, falam do que viram para outros, ficam atônitos, espantados com o Seu agir, mas não querem assumir um posicionamento em relação a Jesus e a Sua mensagem de Justiça, que é a mensagem do Reino de Deus. Essas pessoas preferem ficar neutras.

 

 

Provavelmente essa é um posicionamento politicamente correto. Uma forma de estar no mundo sem incomodar, sem assumir uma posição contra a injustiça e o mal que nos aflige. Sendo neutros não precisamos discordar do sistema nem defender a mensagem verdadeira de libertação proposta por Cristo. Uma maneira de não enfrentarmos diariamente oposição, assim como Cristo enfrentou. Melhor então procurar a neutralidade, a indiferença.

“Eu conheço a obra de Jesus, vejo a obra de Jesus, porém não preciso testemunhar de Jesus” esse é o estilo de vida que algumas pessoas escolhem para si. Dessa forma muitas pessoas passam suas vidas indiferentes em relação a Jesus, achando que sua mensagem é bonita, interessante, mais (…) daí a Ele ser Senhor? Será?

O próprio Cristo nos advertiu sobre isso: “aquele que comigo não ajunta, espalha”. É tempo de decidir nosso posicionamento. Devemos sair dessa “zona de conforto” e indiferença e buscar um posicionamento claro em Cristo.

Mateus nos aponta ainda outro posicionamento possível em relação ao Reino de Deus e a mensagem de Cristo. A oposição.

A OPOSIÇÃO NOS SEPARA DE CRISTO (V. 24)

Esse posicionamento é constantemente identificável também em nossos dias. Porém muitas vezes passa despercebido de que nós, os religiosos, (isso mesmo) nós que frequentamos os cultos semanalmente e estamos “envolvidos” em nossa religiosidade, que estamos mais suscetíveis e esse tipo de posicionamento. Notemos que nessa parte do texto, Jesus discutiu com os fariseus, ou seja, o grupo que guardava a Lei e todos os costumes judaicos, eles que se achavam detentores do sagrado. Esses que se diziam corretos diante de Deus, por que seguiam as leis, estavam agora se opondo a obra de Jesus e sua autoridade contra o Reino de Satanás.

Durante todo o capítulo 12 vemos os fariseus colocando-se de forma a se opor ao ministério de Jesus e sua proclamação da justiça. Nos incidentes anteriores, eles somente se opunham de maneira indireta, fazendo perguntas de forma a colocar Jesus em descrédito perante a Lei. Porém Jesus reinterpretava a lei, aplicava nela um novo sentido e mostrando que Ele mesmo vinha complementar a lei. Jesus fazia isso com tanta autoridade que os fariseus começavam a tramar contra a vida de Jesus (v. 14). Jesus começava a ameaçar a religião, o status quo. O ponto alto da oposição farisaica é apresentado em “é somente por Belzebu (…) que ele expulsa demônios” (v. 24).

Os fariseus numa tentativa de desacreditar Jesus e sua autoridade em frente às forças do Reino de Satanás se opõem a Jesus de maneira aberta. Acusam que só houve a libertação do endemoninhado, pois, na verdade, Jesus era aliado de Belzebu. Jesus conhecendo seus intentos mostra a “todo reino dividido contra si mesmo será arruinado” e que na verdade havia chegado a eles o Reino de Deus.

Quantas vezes, devido ao nosso descaso e por muitas vezes nosso “teologismo” nos distanciamos da verdadeira mensagem do Evangelho do Reino e tentamos diminuir e muitas vezes racionalizar a ação de Cristo sobre as forças do mal. Quantas vezes pensamos em frear o trabalho de outro irmão ou grupo, ou muitas vezes de outra denominação por nos sentirmos menores ou ameaçados e com isso levantamos falso contra estes, que verdadeiramente investidos da autoridade do Espírito Santo Deus levam a mensagem do Reino e anunciam a justiça. Cristo nos adverte quanto a esse perigo novamente quando diz:
Aquele que não está comigo, está contra mim” (v. 30).

Cristo porém nos chama para estarmos com nossa fé firme e com nosso testemunho alicerçados em Sua palavra.

BUSCANDO O FIRME POSICIONAMENTO, CRISTO (V. 30)

 

Jesus quando diz “Aquele que não está comigo, está contra mim; e aquele que comigo não ajunta, espalha” (NVI). Deixa bem claro que devemos tomar uma decisão. E essa é a decisão mais importante de nossas vidas. Não existe a possibilidade de estarmos neutros, indiferentes quanto a Cristo. Devemos sim, posicionar nossas vidas.

A sentença é bem clara. Se não estamos com Cristo estaremos contra Ele. Se não testemunhamos Cristo em nossas vidas, não ajuntamos, estaremos também nos opondo ao avanço do Reino de Deus. Logo, por mais duro que seja a mensagem, seremos “contra Cristo” ou se quisermos usar um termo mais escatológico, estaremos sendo anticristo, pois é isso que é ser oposição a Cristo, como vemos em I João 2.22 “este é o anticristo: aquele que nega o Pai e o Filho”.

Para entendermos nosso posicionamento em Cristo, devemos avançar um pouco mais no texto, quando Jesus explica e compara-nos a uma “árvore de bons frutos”. No versículo 33 Jesus nos chama a um posicionamento claro de fé e vida. Quando ligados em Cristo, seguindo seus passos e proclamando o Evangelho do Reino de Deus, lutaremos consequentemente para que a justiça e a esperança cheguem a todos. Isso é ser discípulo de Jesus. Logo, quando testificarmos Cristo desta forma, é porque só é possível através de um claro posicionamento. Quando vivemos desta maneira, em Jesus, saímos de uma posição de neutralidade e indiferença, abandonamos nossa casca de religiosidade e oposição para testemunhar o Reino de Deus aos povos. Desta forma estaremos sendo como o próprio Jesus mencionou “árvore de bons frutos”, onde esses frutos, testificaram Cristo em nós, como nosso Senhor e Salvador, sendo assim seus verdadeiros discípulos.

Como falamos anteriormente, sei que não é nada fácil manter um posicionamento firme ao lado de Cristo em uma época de relativismo e onde a cada dia se cultua mais e mais o espaço privado de cada indivíduo. Onde a idéia de cada um é verdadeira e válida pois tudo depende do meu referencial de certo ou errado. Sei que é complicado se posicionar em Cristo em um mundo onde a injustiça, a opressão dos menos favorecidos são justificáveis pelo Sistema e pela sociedade como forma de se autenticar seu posterior sucesso e conquista. Porém, em Cristo, somos anunciadores de boas-novas, e Sua mensagem implica em ser anti-sistema e a recuperar o homem de forma integral. É somente assim, mostrando nossos bons frutos, que só serão possíveis em Cristo, que testemunhamos de nosso posicionamento firme em Jesus. Pois o ensinamento de Jesus é claro. Se não estamos com Ele, somos contra Ele e se não produzimos bons frutos estamos distantes de seus caminhos.

 

Por isso, Cristo nos chama para que tomemos a posição correta em nossa vida. De caminhar com Ele e testemunhar a todos aquilo que Jesus fez por nós.


Ninguém, senão o próprio Cristo tem condição de saber como está seu relacionamento diante de Deus. Muitas vezes, eu e você, buscando uma posição de neutralidade, pois essa da maior conforto, e outras vezes nos opondo a ação e ao mover de Deus em nosso tempo, por não entender Seus pensamentos que são maiores que os nossos, não mostramos um posicionamento firme de nosso testemunho. Muitas vezes então estamos iguais àquele povo que questionava e duvidava se Jesus era realmente o Messias, ou igual aos fariseus que se apoiavam em seus ritos e leis, tentando se tornar através disso merecedor dos céus.

Porém Jesus nos chamou a estarmos ao Seu lado. Proclamando, testemunhando e vivendo as boas novas do Evangelho, que é o poder de Deus para libertar os cativos e nos livrar dos laços do pecado e da morte eterna. Devemos então proclamar Sua justiça e levar a esperança as nações. Dessa forma seremos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo e testemunharemos ao mundo Seu amor.

Para terminar vou citar um trecho de uma canção do Hillsong UNITED onde eles cantam “é tempo de decidir por quem vivo (…) te seguirei”. Esse é o meu desejo para cada um de nós aqui hoje. Que possamos sair da neutralidade e oposição e decidir por Jesus Cristo todos os dias de nossas vidas.

Meu desejo e oração, é que cada um de nós, possamos está firmemente declarando que vivemos em Cristo e para Cristo, pois é nEle, e somente por Ele, que a vida é possível, pois sem Ele nada do que foi feito se fez.

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5 Respostas »

  1. Texto muito bom mesmo… Deus abençoe muito vc e familia… Abração

    • Grande pastor!
      Obrigado irmão por sua visita aqui no blog, sei que podemos sempre contar com seu apoio e orações.
      Estamos juntos!
      Qualquer coisa estou a disposição!

  2. Sempre me incomodei com posturas de neutralidades. Quando vejo isso no que o evangélico chama de “mundo”, me preocupo. Quando vejo naquilo que o evangélico chama de Cristão, me desespero, mas logo percebo que o evangélico atual nem sempre é aquele que se fundamenta nos evangelhos, neste momento me acalmo.

  3. “Quantas vezes pensamos em frear o trabalho de outro irmão ou grupo, ou muitas vezes de outra denominação por nos sentirmos menores ou ameaçados e com isso levantamos falso contra estes, que verdadeiramente investidos da autoridade do Espírito Santo Deus levam a mensagem do Reino e anunciam a justiça.”
    [Esse trecho me fez lembrar que até a alguns dias atrás eu passei a ter uma melhor impressão da obra dos evangélicos neopentecostais. Nesses cultos transmitidos pela TV se nota que aquela onda de fé exercida principalmente da parte dos fiéis é avassaladora e algo de muito verdadeiro acontece.]
    Parabéns pelo texto, está um primor.

    • Obrigado por seu significativo comentário.
      Realmente isso acontece conosco, somos levados pelo Espírito Santo a entender que Ele age como e onde quer.
      Não somos seus “chefes” ordenando o local e horário de Seu agir.
      Na verdade, nós somos Seus servos, e devemos como tal, entender que Ele é Soberano.

      Volte sempre e esteja à vontade para compartilhar!

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