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David Wraight nos convida a todos a pegar nossas pranchas, remarmos em direção da arrebentação e estar prontos para a onda que já está se formando. É com essa linguagem bem local e simples, pois o autor é australiano, que WRAIGTH nos insere no mundo dos jovens e no desafio que está proposto. Acreditar, direcionar, mentorear, orar, investir, todos esses imperativos nos são lançados com desafios e mais, vejo como proposta de vida e chamado ministerial, chamados a servir jovens para que possamos alcançar uma grande multidão de outros jovens para o Senhor Jesus.

Neste comentário, dividirei o livro em duas partes. Na primeira parte, que corresponde do capítulo primeiro ao quarto, WRAIGTH nos apresenta o cenário que está se formando. Ele com sua visão e experiência de anos no ministério pastoral com jovens e com o ouvido atento ao clamor dos jovens a Voz do Espírito Santo de Deus, leva nossas olhos e mentes para percebermos e visualizarmos que o potencial de nossos jovens e o momento em que estamos é realmente significativo. Temos hoje, como nunca, uma geração sedenta por respostas sem saber onde encontrá-las. E temos os jovens cristãos alcançando esses outros jovens diariamente em seus colégios, faculdades, trabalhos, cursos  e outras tantas outras atividades, logo, temos em nossas mãos um vasto campo missionário, muitas vezes esquecido por nós. Podemos novamente ser transportado para o texto “Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (João 4.35).

Podemos destacar nessa primeira parte do livro o alerta de termos que preparar os jovens para liderar. Temos que dar ferramentas e oportunidade para que eles se desenvolvam em todos os aspectos. Não podemos com isso, querer que eles hajam e pensem como adultos. Se o fizermos estaremos “enterrando” suas maiores virtudes e características dadas por Deus a está idade para justamente usar como combustível em Sua obra. Para reforçarmos nosso comentário destacaremos um trecho:

“Os jovens com freqüência são vistos como “futuros” líderes, como a “próxima” geração, e eles, em certo sentido, são a comunidade e os líderes da igreja “posicionais” no futuro. Contudo, também precisamos ver os jovens como líderes “atuais” e dar-lhes oportunidades para que liderem hoje. (…) Eles são a chave para a igreja ser relevante no mundo porque são “agentes de mudança” cheios de esperança e de sonhos “do que pode ser”, em vez de estarem satisfeito com “o que é”.       

Como fomos conduzidos a perceber, estamos em um contexto ímpar para alcançarmos um número muito grande de jovens. Temos em nossos dias um mundo cada vez menor e fronteiras cada vez mais “solúveis” devido à globalização e a tecnologia que hoje está ao alcance da maioria quase que igualitariamente. Logo, como WRAIGTH mesmo destaca os jovens novamente estarão na vanguarda de mais um levantar missionário que ele mesmo chama de “grande onda que varrerá o planeta na próxima década”     .

Ao final da exposição sobre esta “próxima onda” o autor passa para nós a grande chave de leitura do seu texto. Para mim, essa é a idéia e dinâmica que impulsiona toda a obra e escrita do livro. Ele nos lança o desafio de estarmos preparados para essa onda que se levanta da seguinte forma: “Permanece a pergunta para nós que, por muito ou pouco tempo, fizemos parte da última onda: ficaremos no caminho da onda, sairemos do caminho dela ou faremos parte da próxima onda missionária?”

Após o autor nos ambientar e fazer-nos despertar para esta onda que se forma, ele passa para o que neste estudo chamamos de o segundo momento de seu livro. Ele agora, do capítulo quinto ao décimo, nos fornece ferramentas para podermos ajudar aos jovens e a capacitá-los para esse mover missionário.

O que primeiro ele destaca é o amor. Não o amor como nosso tempo entende. Ele nos mostra que nada é mais impactante, transformador e revolucionário que o amor incondicional que podemos ter pela vida dos que Deus nos dá o privilégio de alcançar. E esse amor incondicional só nasce no coração daqueles que são verdadeiros discípulos de Cristo. Logo, se quisermos alcançar este mundo para Jesus, temos que mortificar nosso “eu” e nos propor a servir ao próximo, em amor incondicional. Somente amando da maneira que Jesus amou poderemos mudar o mundo. Tendo esse amor conseguiremos amar nossos jovens, servindo-os e caminhando com eles em sua jornada e lhes sendo referencial, enquanto eles estarão no mundo amando seus iguais e sendo proclamadores do Reino.

Outro aspecto de grande impacto para minha vida e ministério é perceber o quanto mentorear é chave para que possamos ter jovens sólidos para o caminhar com Deus no mundo. O conceito e a palavra podem ser novos para a maioria, porém sua prática é histórica, e podemos ver esse modelo de acompanhamento pessoal desde tempos antigos. Podemos usar como exemplo o caso de Moisés e Josué, Elias e Eliseu, Paulo e Timóteo e nosso Mestre Jesus com os discípulos.  Vemos então que não é uma “invenção” dos nossos tempos, mas uma necessidade já percebida a muito tempo.

Quando mentoreamos os jovens, em amor incondicional estando disposto a servi-los tendo como modelo nosso Mestre, teremos como orientá-los em suas decisões não só no âmbito ministerial, mais poderemos compartilhar nossa experiência dos anos adquiridos em vários aspectos, os impulsionado e, sendo assim, orientadores de sua caminhada. Acima de tudo, temos que ter uma vida, como disse anteriormente, de discípulo. Temos de ser discípulos (verdadeiros seguidores de Cristo), pois somente desta forma consegue-se, como Paulo, exercer o mentorear pelo exemplo. WRAIGTH até nos propõem um exercício de auto-análise:

“Quantos de nós podemos dizer a cristãos jovens: “Tornem-se meus imitadores, como eu sou de Cristo”? Sentimo-nos confiante o bastante na autenticidade e na fidelidade de nosso caminhar com Jesus para oferecer a nós mesmos como um modelo a ser seguido pelos jovens? (…) Mas é exatamente isso que Deus exige de nós. Ele quer que vivamos de tal maneira que forneçamos um modelo para os outros de como os cristãos devem viver.”

Logo é nosso chamado com discípulos de Cristo, segui-lo verdadeiramente, e somente assim refletir em nossas vidas o caráter de Jesus.

Entre vários outros aspectos que poderíamos comentar que foram abordados no livro, falaremos sobre a oração. Esse certamente foi um dos pontos abordados pelo autor que mais me fez refletir e perceber que se cheguei onde estou, foi devido a uma base muito forte formada desde a minha infância, na oração. Como cresci e tive meu início na fé em uma Assembléia de Deus, daquelas bem tradicionais, no final da década de 80 e toda de 90, me via sempre em cultos e reuniões de oração, daquelas de ficar mais de horas ajoelhadas adorando e intercedendo por nossas vidas e de nossos irmãos e amigos. Sei também que muitos oraram e choraram pela minha vida em toda minha pequena caminhada na fé. Alguns eu poderia até mencionar, outros talvez só saberei de suas orações por minha vida nos céus, mas sei que as orações me sustentaram até esse dia. E esse, talvez seja um aspecto, um ministério mesmo, abandonado por muitos. E WRAIGTH nos desafia a nos movermos para o compromisso de orar diuturnamente pela vida dos jovens. E o que mais me impactou, é que esse envolvimento independe de idade ou de achar que temos um ministério específico com jovens. Orar pelos jovens todos podemos (e devemos) fazer. Isso é mover-se em amor fraternal para alcançar a vida de muitos. Certamente com nossas orações poderemos participar desta onda que está por vir.

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