Nossa percepção de mundo e evangelho

Jesus nos Evangelhos Sinóticos

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Neste texto, que também trata dos Evangelhos Sinóticos, traz-nos uma nova perspectiva sobre que cada um dos Evangelhos. Por possuírem uma série de semelhanças e relatos em relação aos acontecimentos e fatos tratados, podendo até serem analisando conjuntamente para uma melhor construção dos traços do ministério de Jesus. Porém cada um dos escritores é “atraído” por um aspecto particular de Jesus, e através de seus escritos, transmitem claramente essa idéia. Sobre esse aspecto, WEGNER logo de início destaca:

“O presente estudo quer chamar a atenção, não para o que é comum aos três primeiros evangelhos, e sim, exatamente, para o que, dentro de cada qual, pode ser considerado como próprio e característico frente aos demais. Pois são exatamente estas características que cunham um perfil singular de Jesus em Mateus, Marcos e Lucas”.

A partir desta exposição inicial, apontando o objetivo do estudo ele discorre para como cada qual Evangelista [revelado pelo Espírito Santo, grifo nosso] vê a mensagem e a interpreta para seus dias e para aqueles que seus escritos foram direcionados. Vale destacar que quando os Evangelhos foram escritos não se tratavam de “cartas teológicas” trazendo uma série de respostas e instruções à questionamentos dos primeiros cristãos.

Mateus em seu evangelho destaca nos ensinamentos de Jesus despertando a necessidade de uma vida prática, não de qualquer forma ou rotina, mais nos mostra a verdade de uma prática de fé diária. Mateus então nos aponta como tema central de seu escrito “Pelos frutos os conhecerei” (7.16).

Através deste tema central, Mateus nos traz a mensagem de Cristo e sua preocupação de nos mostrar que somente ouvir suas palavras e seus ensinamentos e isso não forem transformados em ação, de nada adianta, tornando-se vazio. Pois somente “através dos frutos os conhecerei”.

Porém os ensinamentos de Jesus demonstram cuidado para que não nos deixemos levar por distorções desta prática de fé. A primeira é fazer as coisas para nossa autopromoção. Segundo é o perigo do ativismo religioso, quando fazemos e damos importância a detalhes e não mais a prática da justiça e misericórdia para os que realmente necessitam. Em terceiro, Jesus destacou, que Ele mesmo agora, reinterpretava a Lei, ou seja, Ele o Cristo, era o maior dos profetas, sendo Ele mesmo maior que Moisés. Logo a lei não devia ser abolida, mais deveríamos perguntas ao “Espírito” a verdadeira intenção da lei. Nessa visão Jesus nos mostra que nunca a Lei irá contra a necessidade humana.

Em Marcos, Jesus é aquele que abre mão de seu poder. Abre mão de seu poder por amor ao mundo. Dessa forma Jesus nos ensina em Marcos que “Quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos” (10.44).

Logo, Jesus nos aponta que nosso poder, estar em servir aos outros. E o mais impactante que Cristo nos aponta esse poder a serviço de pessoas, de gente que era marginalizada e abandonada pela sociedade. Jesus mostra então em sua mensagem o resgate dessas pessoas, mostrando que seu amor é para todos. Ele destaca crianças, mulheres, pobres e deficientes.

Em Marcos então temos um Messias libertador do povo.

Em Lucas, Jesus nos é apresentado como aquele que olha pelos menos favorecidos. Jesus nos ensina a lutar e agir contra as injustiças e opressões e nos adverte quanto ao tratamento que damos as riquezas. Essa idéia central é transmitida em “…Ao dares banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos…” (14.13).

Temos que destacar que Jesus não é contra a riqueza ou que se tenham posses. Ele, porém adverte duramente contra sistemas de opressão e forma de tirar vantagem dos menos favorecidos. Faz uma crítica ferrenha a quem usa dessas formar e propõem uma mudança de conceito. Aqueles que possuem recursos devem estar sensíveis a necessidade dos pobres.

Podemos com esses aspectos e ensinamentos transmitido através dos evangelhos tirar lições que devem ser escritas em nossas vidas e realmente colocadas em prática. Em Mateus vemos que se somente ouvirmos e não aplicarmos, de nada servirá. E galho que não dá fruto, é retirado da videira e lançado fora para queimar e ser pisado.

Em Marcos e Lucas vejo uma linha de ensinamento que muito tem me despertado esses últimos dias. Vemos em Marcos que o Cristo abre mão de seu poder para servir. E esse poder em servir revela a graça, que inclui “Gente” no âmbito social. E Cristo nos convida a ser  “escravo de todos” servindo principalmente aqueles que outrora estavam marginalizados da sociedade. Desta forma, se manifestaria o amor e a  graça, através do serviço, restaurando e incluindo gente. Em Lucas podemos perceber o ensinamento de Cristo para que não priorizemos coisas ao invés de gente. Somos levados a olhar e a perceber a necessidade do outro e agir em direção a este menos favorecido. Logo posso pensar da seguinte forma. Jesus queria nos advertir que “Coisa é Coisa. Gente é Gente” e devemos sempre escolher gente, pois foi gente que Ele resgatou e é gente que Ele Ama.

Com os escritos de Wegner podemos perceber a multiforme graça de Cristo revelada em cada Evangelho. Vemos que mesmo sendo Ele um, se apresenta de maneiras diferentes, para que possa dessa forma fazer-se claro a nossa limitada compreensão e alcançando de maneira maravilhosa as mais variadas necessidades e respondendo as nossas maiores súplicas.

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