Nossa percepção de mundo e evangelho

Como explicar?

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Desde ontem estou pensando o que poderia explicar tamanha tragédia. Passou pela minha cabeça desde as mais simples coisas como, vingança, surto de loucura, bulling. Pensei até teorias mais elaboradas tentando justificar tanto mal em um tipo de fanatismo religioso ou algo do tipo. Tentamos de imediato transferir a culpa ou achar um motivo, para que desta forma possamos nos sentir aliviados e menos perplexos. Porém acho que esse caso se explica não em uma pessoa, mais sim é reflexo de toda uma sociedade, em específico desta nossa geração. Isso, desta geração brasileira que nasceu entre as décadas de 80 e 90. A minha geração. Uma geração que foi criada, em sua maioria, sem limites, sem responsabilidades e individualistas.

Claro, existem outros fatores. A maior estabilidade econômica deste período pode ser um, que veio a proporcionar maior consumo (os pais querendo realizar a dar aos seus filhos aquilo que não puderam ter, fazendo assim suas vontades e não reprimindo seus desejos) criando assim uma geração que dá valor ao possuir, e não ao ser. Dá valor a coisas e não a pessoas. Talvez o costume de se assistir um monte mortes em filmes como se fossem normais e jogos eletrônicos cada dia mais violentos e reais. Certa facilidade de se adquirir armas de fogo. Temos também problemas educacionais… Enfim, uma variedade de problemas que poderíamos fazer diversas teses e defendê-las todas com relativo sucesso. Porém acho que esse acontecimento não é um fator isolado, que possamos explicar analisando este indivíduo que cometeu tal atrocidade. Devemos olhar com olhos mais críticos e perceber que pode ser fruto de uma conjuntura, de uma geração da qual muitos fazem parte. Inclusive eu.

Confesso que não foi nada fácil chegar e esse pensamento (pois isso é somente uma análise pessoal de um cara que tenta entender este complexo mundo). Pior ainda por perceber que eu faço parte de uma geração doente. Veja como muito dos nossos irmãos de geração são egoístas, individualistas, com dificuldade de assumir responsabilidades, de assumir o erro, de não se importar pelo próximo. Somos egocêntricos e normalmente percebemos o mundo pela visão de nosso umbigo.

Claro, existem exceções. Pessoas de nossa geração que lutam para fazer a diferença.  Que batalham honestamente para conquistar o direito de serem lembrados pelas pessoas. Mais como dizemos isso não é a regra. Não estou falando que nossa geração esta perdida, porém posso afirmar nossa geração tem grande potencial. Tanto para fazer coisas muito boas, quanto para produzir loucuras insanas e inexplicáveis como esta que vimos em Realengo.

O que temos que fazer?  Acordar do sono. De nossa imparcialidade. De nossa insensibilidade. Temos que voltar nossa atenção e foco não para coisas e objetivos meramente pessoais. Temos que pensar nas pessoas e no impacto de nossas ações para o todo. Precisamos treinar exaustivamente, nossas mentes a pensarem para o coletivo. O mais importante: nós somos os pais da próxima geração, das crianças entre 2000 e 2020. Vamos dedicar a elas mais tempo e menos coisas. Mais ser e menos ter. Mais abnegar do que possuir. Vamos mostrar a elas que o importante é amar, e que ao sair para mundo precisamos sempre ir de mãos dadas.Precisamos cultivar em nós e em nossos filhos o valor do outro e a necessidade que tenho dele.

Esse é o potencial que nossa geração tem nas mãos. Podemos mudar nosso rumo e com isso transformar o mundo em um lugar muito melhor através de nossos filhos… Que Deus nos dê força, sabedoria e misericórdia, para não sucumbir no mal deste mundo.

 

OBS.: Para complementar e para aprofundar nosso conhecimento sobre conflitos e carcterísticas de nossa geração (geração Y) indico o blog da minha amiga Sabrina Sato. O link está logo ao lado no quadro Blogs Radicais: Eu Sou Y, Geração Y.

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2 Respostas »

  1. Muito bom, meu velho!!! É importante ter amigos intelectuais para me orgulhar no “diga-me com quem andas e te direi quem és!” hehehe

    Fiquei com raiva quando parei para pensar um comentário certo que você fez… na minha interpretação, meus pais deram pro meu irmão aquilo que não deram pra mim… hauahauhauahauahau … fazer o q, né??? Fui qrer ser o primogênito, deu nisso!!! hehehehe

    abraços, véi!

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